O Pinterest deve ser indicado para o seu cliente? E para a sua empresa?

13/04/2012
  • Pin It

Eu gostaria de lançar um desafio a você leitor!

Que tal responder as 3 perguntas abaixo depois de ler o texto por inteiro?

  1. Será que o orkut caminha para o platô da produtividade?
  2. E o twitter, ja entrou no pico das expectativas infladas?
  3. Já para o facebook, podemos afirmar que ele se encontra no gatilho da tecnologia junto do Pinterest?

Agora, vamos começar o texto?

Sabe-se que há milhares de desenvolvedores sonhando por tornarem-se os próximos milionários da internet. Apostando que as ferramentas lançadas pelas suas startups ganhem adeptos no mundo todo, tentam pegar carona ou lançar alguma tendência nova.

O fato é que recebemos muitas novidades tecnológicas e confesso que acompanhar todas é um desafio.

Pinterest, a bola da vez

Nesse sentido, alguns lançamentos geram euforia  e a bola da vez é o Pinterest. Formado pela mistura de um twitter com um flickr, é possível encontrar vários posts na blogsfera que explicam as funcionalidades do pinterest. Em grupos de discussão como o social media interior no facebook não poderia ser diferente.

Porém, por mais óbvio que seja, é necessário lembrar que além de sermos heavy users na internet, somos profissionais de marketing e, por conta disso, precisamos tentar enxergar potenciais dessas inovações para nossos clientes.

Seja no marketing digital ou social media marketing, por mais que adoremos as inovações ou que gostemos de estar na “moda”, precisamos ter em mente que nem sempre estas são boas (R$) para os nossos clientes.

Nesse sentido, visualizar num gráfico o comportamento de ascensão e declínio destas tecnologias talvez nos ajude a não ficarmos cegos.

Conceito de hype-cycle

Sua primeira publicação mundial foi em 1995 e batizado de hype-cycle, o conceito diz que as inovações tecnológicas enfrentam 5 ciclos de “uso” mediante os parâmetros de Visibilidade e Tempo.

Conceito de hype-cycle
Usando como referência o livro Marketing na Internet da Martha Gabriel, a tradução resumida destes 5 ciclos seria:

Ciclo 1 = Gatilho da tecnologia -> um fator se torna o gatilho, gerando interesse do mercado e da mídia.

Ciclo 2 = Pico das expectativas infladas -> o frenesi da publicidade gera entusiasmo e expectativas não reais.

Ciclo 3 = Depressão de desilusão -> há uma falha em atender às expectativas e a tecnologia sai de moda.

Ciclo 4 = Ladeira do esclarecimento -> mesmo a imprensa tendo parado de abordar a tecnologia, alguns negócios continuam a usá-la e experimentá-la, compreendendo os benefícios e aplicações práticas.

Ciclo 5 = Platô de produtividade -> é alcançado conforme os benefícios se tornem demonstrados e aceitos. A tecnologia torna-se estável e evolui na 2ª ou 3ª geração.

Entendi. E agora ?

Pela teoria do hype-cycle, logo após o “pico das expectativas infladas”, ocorrerá um declínio dos “usuários fascinados”  (veja mais em perfis digigráficos). Ainda segundo o hype-cycle, esse momento é decisivo para a vida da ferramenta. Se ela for realmente boa, irá atrair outros perfis de usuários que efetivamente irão propagar o seu uso. Caso contrário, pode morrer.

Diante disso , cabe ao analista de social media ou profissional de marketing digital identificar qual o ciclo da ferramenta antes de indicar para seus clientes. Dependendo do seu ciclo, haverão dificuldades como a queda nas interações, redução de usuários na conta dos seus clientes, menor retorno (R$), etc…

Vamos refletir?

Para o Pinterest, até pela idade da ferramenta, fica fácil perceber que ela se encontra no gatilho da tecnologia.

Mas e para as outras redes sociais aqui no Brasil ?

  1. Será que o orkut caminha para o platô da produtividade?
  2. E o twitter, ja entrou no pico das expectativas infladas?
  3. Já para o facebook, podemos afirmar que ele se encontra no gatilho da tecnologia junto do Pinterest?

Qual a sua opinião?

Rodrigo Sampaio
Autor: Rodrigo Sampaio

Diretor Executivo da Estratégia Digital, Professor de 5 cursos de Marketing Digital e 2 turmas de Facebook Marketing oferecidos em Ribeirão Preto, MBA em Marketing FGV e Aluno EAD do MBA em Gestão Estratégica USP.

line
line

Deixe seu comentario

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


*